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Mostrando postagens com o rótulo PPES_BTV_CAPITULOS

PPES_01_BTV - Capítulo 01 – O Atentado

 Capítulo 01 – O Atentado Era uma segunda-feira de manhã, antes ainda do Sol despontar seus primeiros raios, quando Jin encontrou o corpo daquele homem desconhecido totalmente ensanguentado, ralado, com as vestes aos trapos, resultado do ataque fatal do cão-de-guarda Ras em defesa do território de sua família. Durante a madrugada anterior, Jin acordou ao som dos ecos dos latidos de ras pelo vale e os gritos de desespero de alguém. Temeu Jin pela vida de quem quer que tivesse adentrado sua propriedade pois Ras era um cão-de-guarda muito agressivo com qualquer que fosse o desconhecido, apesar de para com a família ser extremamente dócil e brincalhão. Jin retornou para casa e pediu a ajuda de seus filhos mais velhos Yan e Lee para colocarem o corpo do velho e gordo homem em um tipo de carrinho-de-mão para dar ao menos um enterro honroso ao desconhecido senhor. Vindo do pomar com seus filhos, Ale, a esposa de Jin ficou curiosa para saber o que transportavam em plena segunda-feira tão c...

PPES_01_BTV - Capítulo 02 - A Fuga

 Capítulo 02 – A Fuga Yan e seus irmãos foram amarrados, amordaçados e transportados individualmente, ensacolados, debatendo-se, chorando histericamente, totalmente tomados por assombro e temor, totalmente traumatizados pela forma brutal e injusta com que seus amorosos pais foram assassinados, não esquecendo e mais ainda impactados pelo fato de terem sido banhados com sangue quente, fazendo-os imaginar a todo momento que também seriam brutalmente assassinados. O que seria de sua família, de sua incolumidade, de sua sobrevivência e dos sofrimentos que lhes seriam infligidos por aqueles malvados homens que, tomados de impiedade, desferiam-lhes socos, dolorosos golpes e constantes ameaças de tortura e violência, como o arrancar de seus olhos, orelhas, línguas e braços? O galopar dos cavalos permanecia viril e constante. O tempo passava e os cavaleiros silenciaram-se. Ordenaram às crianças que se calassem e ficassem calmos, assim males maiores não recairiam sobre elas. Era como se as c...

PPES_01_BTV - Capítulo 03 - O Sonho

 Capítulo 03 – O Sonho Yan passou algumas horas esperando sua roupa secar e enquanto isso já planejava dentro de si que deveria providenciar armas leves de caça, pois desconhecendo as frutas da região, não poderia se intoxicar levado pelo delírio de matar sua fome, já que mantendo-se próximo ao rio teria água para matar a sede. Tendo planejado tudo e criado uma lista mental dos itens necessários e de como produziria as armas de caça do zero, sentou-se, respirou fundo e tomou um pouco de sol. Golpeou uma pedra contra a outra e produziu um instrumento de corte com o qual cortou um fino tronco de arbusto e afiou as pontas, providenciando uma lança com a qual poderia ao menos se proteger de algum animal selvagem que o viesse atacar. Ainda nu e caminhando à beira do rio, encontrou algumas penas negras de pontas brancas, que com elas determinou em seu coração produzir um arco-e-flecha. Cortando o pano de sua camisa e costurando-o com tiras do seu cadarço, forjou uma bolsa onde carregaria...

PPES_01_BTV - Capítulo 04 - A Nascente

 Capítulo 04 – A Nascente O primeiro desafio do dia seguinte, ao despertar, certamente seria atravessa o rio de águas azuis, não pela distância entre uma margem e outra ou pela sua correnteza e sim pelo fato de sua baixíssima temperatura. Temendo sofrer de hipotermia, Yan concluiu que deveria pôr a mão na massa. Adentrou-se na mata à esquerda do rio procurando por troncos finos de árvores em desenvolvimento e cipós para montar uma pequena balsa flutuante na qual pudesse navegar, instando a cada passo que seu esforço não seria em vão. Que faria de tudo para regressar a Jadar são e salvo e trazendo consigo seus irmãos, a cada passo, suspiro, olhada e golpe, recitando cânticos de adoração e oração ao Deus criador de céus e terra para que cuidasse de seus irmãos e que sobre eles não fosse retaliado a injúria com que devem ter ficado os cavaleiros devido ao fato de sua fuga. Missão dada missão cumprida e Yan conseguiu atravessar o rio, não deixando de aproveitar para pescar alguns peixe...

PPES_01_BTV - Capítulo 05– O Bem-Te-Vi do Paraíso

 Capítulo 05 – O Bem-Te-Vi do Paraíso Digamos que ainda sem ar e tomado pelo fascínio, Yan pensou: “Uma árvore de ouro puro, toda só para mim? O que vou fazer com tanto ouro? Dá pra pagar o resgate dos meus irmãos e fugir com eles para uma cidade distante”. Rodeando a árvore lentamente, admirado pela sua beleza e ricos detalhes da textura de sua casca e considerando a imensa criatividade do artífice que a esculpiu de modo que nenhum galho era igual ao outro, perguntou-se: “Por que não tem folhas? Por que motivo, razão ou circunstância o artista que a esculpiu a fez assim, atribuindo valor colossal à uma árvore aparentemente velha, retorcida, sem folhas e sem vida? E olha os seus galhos! E imagine seu peso! Como a esculpiram aqui? E se foi difícil para mim encontrá-la, será que não houve mais ninguém antes de mim que tenha vindo aqui? Possivelmente ninguém nunca a encontrou antes, se não teriam-na garimpado por inteiro, inclusive cavariam a terra para remover suas raízes. Não vou le...

PPES_01_BTV - Capítulo 06 - O Vilarejo

 Capítulo 06 – O Vilarejo Yan acordou aquecido pelos raios do sol. A esta altura da sua jornada do guerreiro indígena, suas vestes já estavam praticamente toda revestida com penas pretas e brancas. Ergueu-se, ainda sentado, espreguiçou. Repousou as mãos sobre o colo, ainda vagaroso por ter terminado de despertar. Ainda recobrando a consciência, olhou para sua mão. Não tinha percebido que segurava uma maçã de ouro.  Surpreso, Yan admirou a fruta, olhando seus detalhes e a perfeição do seu formato, do tamanho real que é comercializada, adornada também por um cabinho com uma linda folha. - Com esta maçã de ouro que o próprio Deus me deu eu vou pagar o resgate dos meus irmãos. Olhou para o lado e consigo ainda estavam suas armas de caça. Água havia em abundância pela região, então pensou onde encontraria sua próxima refeição. Levantando-se viu o reflexo do sol em algo brilhante no meio da grama. Indo ver o que reluzia, encontrou outra maçã de ouro e vibrou! Lembrou-se do ditado ár...

PPES_01_BTV - Capítulo 07 - A Negociação

 Capítulo 07 – A Negociação - Viemos de uma terra distante e soubemos que vocês tem escravos para vender. (Disse Dap, o segurança do senhor Frish). - Não há escravos aqui, somos fazendeiros anônimos que se juntaram nessa terra para lavrar porcos. - Me vende um porco então. - Não temos porcos. - Vocês têm galinha então? Ou vocês venderam os porcos tudo? - Vendemos todos os porcos, ontem, para um forasteiro que passou aqui por perto. - E cadê o dinheiro? - Vocês são compradores de escravos ou assaltantes? Por que se vocês não sabem nós estamos fortemente armados e somos destros na luta. - Fazendeiros anônimos são pacíficos e não andam armados. (Suspeitou Dap). Quero comprar toicinho de porco.  - Não temos. - Focinho? - Não temos. - Banha de porco vocês devem ter! - Não temos! - Não é possível, como vocês cozinham se porcos só são lavrados para usar sua gordura, já que sua carne é imunda e ninguém come essa p*&%? Tá estranho e eu não estou gostando nada disso. Cadê os escravo...

PPES_01_BTV - Capítulo 08 - Eliel - Final

 Capítulo 08 – Eliel O sino tocou avisando que alguém entrou na joalheira do senhor Frish. Eram Yan e Dap e Yasmin veio atender. Surpreendida com seu regresso inesperado, abraçou o jovem e o beijou no rosto, muito contente em seu coração por vê-lo novamente. - E aí, meu jovem? Diga-me que conseguiu! Com um sorriso de orelha a orelha, com os dentes mais belos e perfeitos que Yasmin jamais vira em outro rapaz, Yan respondeu: - Yasmin... (E riu-se fartamente, o que a fez entender que tinha conseguido). Venha comigo e vou te apresentar os meus irmãos. Ao sair da loja, Yasmin se surpreendeu com a cavalaria que superlotava a rua e lá estava eles, sentados nos cavalos, por coincidência na ordem de seus nascimento. - Lee, Jade, Levi, Hill, Anny e Lun, sendo o mais velho com dezoito e o mais novo com sete. Quer dizer, oito, pois ele fez aniversário no caminho de volta. Se você reparar bem os outros escravos também vieram conosco e os homens de Dap estão articulando refeições nas lanchonetes...