#EIA_MACAS_MITO: MAÇÃS DE OURO : O Fruto que Vale Mais que o Mundo: As Maçãs de Ouro do Bem-Te-Vi e sua Parentela com os Mitos de Imortalidade e Prosperidade
MAÇÃS DE OURO : O Fruto que Vale Mais que o Mundo: As Maçãs de Ouro do Bem-Te-Vi e sua Parentela com os Mitos de Imortalidade e Prosperidade
"Yan pensou: 'Uma árvore de ouro puro, toda só para mim? O que vou fazer com tanto ouro? Dá pra pagar o resgate dos meus irmãos e fugir com eles para uma cidade distante'."
(PESCADOR, 2024, p. 36)
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Quando o Fruto Vale Mais que a Árvore
O senso comum tende a tratar o ouro como mero metal precioso, símbolo de riqueza material e poder econômico. No entanto, a criação de Pedrim Pescador no conto "O Bem-Te-Vi do Paraíso e o Resgate dos Irmãos de Yan" insere as maçãs de ouro numa tradição muito mais antiga e profunda: a dos frutos sagrados, presentes em mitologias de todos os continentes como símbolos de imortalidade, conhecimento, prosperidade e transformação. O autor, por meio de leituras que atravessam mitologia comparada, teologia e literatura universal, constrói um símbolo que dialoga com as mais poderosas narrativas da humanidade sem perder sua originalidade e função na trama. Conforme o mitólogo Joseph Campbell (1949) observou em seus estudos sobre os símbolos universais, "os frutos de ouro aparecem nos mitos de todo o mundo não como mera fantasia, mas como expressão do anseio humano por aquilo que transcende a morte e a escassez."
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O Capítulo Onde o Ouro Brota da Árvore
O encontro de Yan com a árvore de ouro ocorre após uma longa jornada de provações, no momento em que ele já havia perdido a esperança:
"Adentrou-se em uma mata, seguindo o rastro do filete de água quando, no meio da vegetação, surgiu aos seus olhos uma imensa árvore de ouro puro."
(PESCADOR, 2024, p. 35)
A descrição da árvore é significativa em seus detalhes. Yan observa "a perfeição do seu formato", "os ricos detalhes da textura de sua casca", o fato de que "nenhum galho era igual ao outro". Não se trata de uma simples estátua, mas de uma árvore viva transformada em ouro — ou, mais precisamente, de uma árvore que recebeu o dom de produzir frutos de ouro quando o Bem-Te-Vi a visita.
O impulso inicial de Yan é possessivo e individualista: "Uma árvore de ouro puro, toda só para mim?" Mas a narrativa o conduz a uma compreensão mais profunda:
"Não vou levar nada mais do que alguns galhos, se não nem eu mesmo vou conseguir carregá-los."
(PESCADOR, 2024, p. 36)
Há aqui uma sabedoria prática que é também sabedoria espiritual: a riqueza só tem valor quando pode ser carregada, administrada, usada. Uma árvore inteira de ouro, imóvel e impossível de transportar, seria tão inútil quanto uma montanha de pedra. São os frutos — as maçãs — que importam, porque podem ser colhidos, carregados, trocados, investidos.
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As Maçãs de Ouro nos Mitos do Mundo
A figura da maçã de ouro atravessa mitologias de diversos povos, sempre associada a temas de imortalidade, disputa, escolha e recompensa:
Cultura/Tradição Objeto/Símbolo Significado
Mitologia Grega Maçãs de ouro do Jardim das Hespérides Imortalidade, guardadas por dragão, objetivo de Hércules
Mitologia Nórdica Maçãs de Iduna Juventude eterna dos deuses
Tradição Judaico-Cristã Fruto da Árvore do Conhecimento Sabedoria, pecado, queda
Mitologia Celta Maçãs de Avalon Imortalidade, cura, passagem para o Outro Mundo
Folclore Eslavo Maçãs de ouro do Pássaro de Fogo Riqueza, sorte, jornada do herói
Contos de Fadas Maçãs envenenadas (Branca de Neve) Engano, morte, ressurreição
Tradição Hindu Frutos da Árvore Kalpavriksha Realização de desejos, prosperidade
O Bem-Te-Vi de Pedrim, ao contar a história da espada mágica e da árvore que absorveu o ouro da armadura do justo rei, oferece uma etiologia — uma narrativa de origem — para as maçãs. Elas não são simplesmente mágicas; são resultado de uma história de justiça, morte e habitação do Espírito:
"A árvore também virou abençoada e absorveu o ouro da armadura do rei, tornou-se uma grande estátua de ouro aos olhos de qualquer um... Sempre que necessário eu desço do Paraíso e, ao pousar nela, confiro-lhe vida e durante algumas horas, durante a noite, eu a faço voltar a viver, lançando novas folhas, flores e frutos, que são maçãs de ouro puro."
(PESCADOR, 2024, p. 45)
As maçãs, portanto, são eucaristia vegetal — frutos que concentram a presença do divino e podem ser distribuídos a "pessoas de coração puro" para resolverem seus conflitos.
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As Maçãs das Hespérides: O Primeiro Paralelo
O mito grego das maçãs de ouro do Jardim das Hespérides é talvez o mais conhecido da Antiguidade. Guardadas por um dragão de cem cabeças (Ladão) e pelas ninfas Hespérides, essas maçãs eram um presente de Gaia a Hera por ocasião de seu casamento com Zeus. Representavam a imortalidade e eram tão preciosas que ninguém ousava roubá-las.
Hércules, em seu décimo primeiro trabalho, precisou obtê-las. Com a ajuda de Atlas, que enganou as Hespérides e matou o dragão, o herói conseguiu levar as maçãs para Euristeu — mas, segundo algumas versões, as maçãs foram depois devolvidas ao jardim, pois não podiam pertencer a mortais.
O paralelo com a obra de Pedrim é instigante:
· Tanto Hércules quanto Yan precisam provar seu valor para obter as maçãs
· As maçãs são guardadas (por um dragão ou pela própria árvore que só produz quando o Bem-Te-Vi visita)
· As maçãs não podem ser possuídas permanentemente — no mito grego, retornam ao jardim; no conto de Pedrim, a árvore permanece na nascente, produzindo para quantos tiverem coração puro
· As maçãs são instrumento de resgate — Hércules as usa para completar seu trabalho e alcançar a imortalidade; Yan as usa para resgatar os irmãos
A diferença fundamental é que, no mito grego, as maçãs representam um prêmio inatingível que apenas heróis excepcionais podem tocar. No conto de Pedrim, elas são dádiva acessível a "pessoas de coração puro" — não apenas a heróis sobre-humanos, mas a jovens comuns com propósitos nobres.
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As Maçãs de Iduna: Juventude Eterna dos Deuses Nórdicos
Na mitologia nórdica, a deusa Iduna guardava as maçãs que garantiam a juventude eterna aos deuses de Asgard. Sem elas, os deuses envelheciam e perdiam seus poderes. Quando o gigante Thiassi, com a ajuda de Loki, sequestrou Iduna e suas maçãs, os deuses começaram a definhar — e só foram salvos quando Loki, coagido, resgatou a deusa e seus frutos preciosos.
Aqui, o paralelo com a obra de Pedrim está na função vital das maçãs. No mito nórdico, elas não são luxo, mas necessidade absoluta para a sobrevivência da ordem divina. No conto de Pedrim, as maçãs também são vitais — não para deuses, mas para crianças órfãs cuja sobrevivência depende do resgate.
Há também um paralelo na figura do trickster: Loki, o deus enganador que causa o problema e depois ajuda a resolvê-lo, encontra eco no maltrapilho que identifica o corpo de Dal-Vidar e depois guia a caravana de resgate — figura ambígua, movida por interesse, mas funcional à narrativa de libertação.
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O Pomar das Hespérides e a Árvore do Paraíso: Geografias Sagradas
Tanto no mito grego quanto no conto de Pedrim, a localização das maçãs é geograficamente sagrada e de difícil acesso:
· O Jardim das Hespérides ficava nos confins do mundo, além do Oceano, onde o sol se punha
· A árvore de ouro de Pedrim está na nascente de um rio, após cadeias de montanhas "suicidas", num local que o próprio Bem-Te-Vi chama de "Maanaim" — termo bíblico que significa "dois acampamentos" ou "lugar selado"
"Não tema aos animais noturnos, pois há anjos acampados aqui, Maanaim, é um lugar selado."
(PESCADOR, 2024, p. 45)
A referência a Maanaim é significativa. No Antigo Testamento (Gênesis 32), Jacó, ao retornar para sua terra após anos de exílio, encontra-se com anjos de Deus e nomeia o lugar de Maanaim — "dois acampamentos" (o seu e o dos anjos). É um lugar de encontro entre o humano e o divino, exatamente como a nascente onde Yan encontra o Bem-Te-Vi.
A geografia sagrada das maçãs, portanto, não é apenas física — é espiritual. Só chega à árvore quem é guiado por anjos (como Yan foi guiado pelo anjo de cabelos púrpura) e quem tem coração puro.
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A Maçã Bíblica: Conhecimento e Queda
Na tradição judaico-cristã, a maçã (tradicionalmente identificada como o fruto proibido, embora o texto bíblico não especifique a espécie) representa o conhecimento do bem e do mal, e sua ingestão provoca a queda da humanidade e a perda do Paraíso.
O conto de Pedrim dialoga com essa tradição de forma original. As maçãs de ouro não são proibidas — são oferecidas a Yan. Não representam conhecimento que leva à queda, mas recursos que permitem o resgate. No entanto, há um eco da narrativa bíblica na advertência do Bem-Te-Vi:
"Não me detenhas, pois eu tenho mais valor livre podendo retornar ao Paraíso do que sendo exibida pelo mundo em uma gaiola."
A tentação de aprisionar o sagrado, de possuí-lo, de controlá-lo — essa é a verdadeira "queda" que o conto alerta. Yan deseja prender o pássaro; o pássaro o adverte. O fruto (as maçãs) pode ser colhido e usado, mas a fonte do fruto (a ave, a árvore, o Paraíso) não pode ser capturada.
É uma teologia sofisticada: a graça pode ser recebida, mas não possuída; o dom pode ser usado, mas o doador permanece livre.
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As Maçãs de Avalon: Cura e Passagem
Na tradição celta, Avalon — a "Ilha das Maçãs" — era o local para onde o rei Artur foi levado após sua última batalha, para ser curado de suas feridas. As maçãs de Avalon tinham propriedades curativas e estavam associadas à imortalidade e à passagem para o Outro Mundo.
O paralelo com a obra de Pedrim está na função curativa das maçãs. Yan não as usa para curar doenças físicas, mas para curar uma ferida social e familiar — o sequestro dos irmãos, a destruição da família, o trauma da violência. As maçãs são instrumento de restauração, de reconstrução, de cura.
Além disso, as maçãs proporcionam a Yan uma passagem — não para o Outro Mundo, mas para uma nova fase de sua vida. Antes delas, ele é um sobrevivente perdido na selva. Depois delas, é um guerreiro com recursos para cumprir sua missão. A jornada de Yan, como a de Artur, termina não em morte, mas em transformação.
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O Pássaro de Fogo e as Maçãs de Ouro: Folclore Eslavo
No folclore eslavo, o Pássaro de Fogo é uma criatura mágica cujas penas brilham como ouro e que costuma roubar maçãs de ouro dos jardins reais. Quem captura o pássaro ou uma de suas penas obtém grande riqueza e sorte, mas a jornada é perigosa e repleta de provações.
O conto de Pedrim inverte essa relação: aqui, o pássaro não rouba as maçãs — ele as produz. O Bem-Te-Vi não é ladrão, mas doador. Ele não precisa ser capturado; ele se oferece à visão de quem tem coração puro.
Essa inversão é significativa. No folclore eslavo, o pássaro é objeto de desejo e captura; em Pedrim, o pássaro é sujeito de sua própria liberdade, que só se revela a quem não tenta aprisioná-lo. É uma ética da reverência sobre a posse.
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O Número Oito: Perfeição e Novo Começo
Um detalhe numericamente significativo na obra de Pedrim é a quantidade de maçãs que Yan recebe:
"E revistou macieira em redor, recolhendo ao total oito maçãs de ouro!"
(PESCADOR, 2024, p. 48)
O número oito possui rica simbologia em diversas tradições:
· No Cristianismo, o oito representa a ressurreição e o novo começo (o oitavo dia é o primeiro da nova criação)
· Na tradição judaica, a circuncisão ocorre no oitavo dia, marcando a entrada na aliança
· Na numerologia pitagórica, o oito é o número da justiça e do equilíbrio cósmico
· Na China, o oito é associado à prosperidade e à totalidade
· No budismo, o Nobre Caminho Óctuplo leva à iluminação
Yan explica seu raciocínio:
"Uma maçã para cada irmão e ainda sobram duas para mim."
(PESCADOR, 2024, p. 48)
Seis irmãos + duas para Yan = oito. Mas oito também é o número da família completa — os sete membros originais (pai, mãe e sete filhos) mais Yan, que agora carrega a responsabilidade de todos. Ou, numa leitura mais esperançosa, as oito maçãs representam a possibilidade de um novo começo para todos os oito membros da família — incluindo os pais, cuja memória Yan carrega e honrará.
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A Administração das Maçãs: Sabedoria Prática
Um aspecto notável do tratamento dado por Pedrim às maçãs de ouro é a ênfase na administração prática da riqueza. Yan não é um ingênuo que gasta tudo de uma vez, nem um avarento que esconde o tesouro. Ele planeja:
"Vou precisar destrinchar minhas duas maçãs em pedaços menores e administrar essa riqueza."
(PESCADOR, 2024, p. 48)
O velho Frish, ourives experiente, confirma essa sabedoria ao propor uma parceria que permite a Yan aprender um ofício enquanto preserva suas maçãs. Há uma ética do trabalho e do aprendizado que se sobrepõe à simples posse do ouro. Yan não precisa vender a maçã; pode aprender um ofício (a ourivesaria) que lhe permitirá multiplicar recursos, pode investir em relações que se revelarão cruciais para o resgate.
Quando chega o momento do resgate, Yan entrega seis maçãs — uma para cada irmão — aos criminosos. É o pagamento da dívida de sangue que não era dívida, o resgate de vidas que jamais deveriam ter sido tomadas.
"Dap retirou outras maçãs da bolsa e foi lançando-as na direção dos criminosos. Aí estão, seis maçãs, uma para cada criança."
(PESCADOR, 2024, p. 71)
O autor não explicita, mas é significativo notar que, das quatro maçãs que Yan havia oferecido aos cavaleiros de Dap como recompensa pela jornada, apenas duas permaneceram com eles. As outras duas, presume-se, foram utilizadas no custeio da expedição de quarenta e cinco dias — alimentação, mantimentos, estadias. É uma lição sutil sobre a administração da riqueza: mesmo o que é dado como recompensa pode precisar ser reinvestido na própria missão que se pretende cumprir.
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A Maçã como Dote: Amor e Prosperidade
O uso final de uma das maçãs é talvez o mais belo:
"Tenho mais uma maçã. E com ela eu gostaria de pedir a mão da sua filha Yasmin em casamento."
(PESCADOR, 2024, p. 77)
A maçã que começou como instrumento de resgate torna-se símbolo de amor e aliança. Não é um dote no sentido mercantil — Frish não precisa de ouro — mas um sinal de que Yan valoriza Yasmin tanto quanto valorizou os irmãos. A mesma perseverança, a mesma fé, a mesma capacidade de transformar provação em oportunidade que o levaram às maçãs são agora oferecidas à mulher que esperou por ele.
Yasmin, que desde criança usava um pingente de carpa dourada "porque faz parte da história", completa o círculo: ela esperava o herói da profecia, e o herói chegou trazendo o fruto da profecia.
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A Menina Africana e as Doze Maçãs: O Ciclo que Não Termina
O epílogo do conto acrescenta uma camada final à simbologia das maçãs:
"Certo dia, depois de muitos anos, uma jovem adolescente, negra de pele luzidia, vinda da África, entrou na joalheria do jovem casal e, ao ver a maçã de ouro na parede lá em cima, abriu um largo sorriso. Sem falar o idioma de Jadar, tirou uma pesada mochila das costas e apresentou doze maçãs de ouro, que através de gestos ela indicou terem sido ganhas pelo Bem-Te-Vi do Paraíso."
(PESCADOR, 2024, p. 80)
Doze maçãs — número das tribos de Israel, dos apóstolos, da totalidade do povo de Deus. Ganjah, a menina africana, representa a expansão universal do ciclo da providência. O Bem-Te-Vi não apareceu apenas a Yan; aparece a todos os que têm coração puro e causas justas, em todas as nações, raças e línguas.
As maçãs de ouro, que começaram como fruto de uma história local (o justo rei Benjamim), tornam-se patrimônio da humanidade, distribuídas pelos quatro cantos do mundo através dos escravos libertos que levaram a história do Bem-Te-Vi. O ciclo não termina: multiplica-se.
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A Árvore e o Fruto: Lições para o Presente
A simbologia das maçãs de ouro na obra de Pedrim Pescador oferece lições preciosas para o leitor contemporâneo:
Primeiro, a verdadeira riqueza não está no acúmulo, mas no uso justo dos recursos. Yan poderia ter guardado todas as maçãs para si; em vez disso, as usa para libertar os irmãos, recompensar os guerreiros e construir um futuro com Yasmin.
Segundo, os dons mais preciosos são aqueles que não podemos possuir completamente. A árvore de ouro permanece na nascente, produzindo maçãs para quantos tiverem coração puro. O Bem-Te-Vi retorna ao Paraíso, livre para aparecer a Ganjah anos depois. O sagrado não se deixa aprisionar — e é exatamente essa liberdade que o torna fonte perene de bênçãos.
Terceiro, a prosperidade material só tem sentido quando vinculada a causas justas. As maçãs de Yan não são para enriquecimento pessoal, mas para resgate de órfãos, libertação de escravos, construção de família. O ouro que serve à justiça é ouro que multiplica seu valor.
Quarto, a generosidade gera ciclos virtuosos. Yan dá maçãs a Frish, aos cavaleiros de Dap — e mesmo o que é dado retorna em forma de parceria, lealdade e missão cumprida. Ganjah chega com doze maçãs, provando que o ciclo continua. O bem não se esgota; expande-se.
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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
CAMPBELL, Joseph. O Herói de Mil Faces. São Paulo: Cultrix, 1949.
CHEVALIER, Jean; GHEERBRANT, Alain. Dicionário de Símbolos. Rio de Janeiro: José Olympio, 1994.
ELIADE, Mircea. Tratado de História das Religiões. São Paulo: Martins Fontes, 1949.
FRAZER, James George. O Ramo de Ouro. Rio de Janeiro: Zahar, 1890.
GRAVES, Robert. Os Mitos Gregos. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1955.
PESCADOR, Pedrim. O Bem-Te-Vi do Paraíso e o Resgate dos Irmãos de Yan. Vila Velha/ES: Edição do Autor, 2024.
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CRÉDITOS DE CO-AUTORIA
Texto: produzido por Pedrim Pescador em parceria com DeepSeek (IA)
Natureza da co-autoria:
· Desenvolvimento conceitual e direcionamento temático: Pedrim Pescador
· Pesquisa, estruturação e redação: assistência de DeepSeek (IA)
· Revisão e validação final: Pedrim Pescador
Sobre esta parceria:
Os textos da série #EIA são resultado de um processo colaborativo onde o autor humano define os temas, fornece a obra-base e orienta a abordagem, enquanto a IA auxilia na pesquisa de referências, na organização argumentativa e na redação inicial. O produto final é revisado, validado e autorizado pelo autor, que detém todos os direitos sobre a obra publicada.
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CRÉDITOS AUTORAIS
Pedro Henrique Serrano Léllis
LÉLLIS, PHS.
Pseudônimo: Pedrim Pescador
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