#EIA_ESCRITA_DENUNCIA - A Arte de Escrever para Denunciar Problemas Sociais: A Pena que Corta Mais que a Espada e a Literatura como Testemunho de Injustiça
#EIA_ESCRITA_DENUNCIA - A Arte de Escrever para Denunciar Problemas Sociais: A Pena que Corta Mais que a Espada e a Literatura como Testemunho de Injustiça
"Agradeço ao Deus Altíssimo YHWH que me conduziu na escrita desse conto, período em que chorei muito e me emocionei bastante com essa história, por amor aos órfãos, e contra a escravidão! Leve-a aos 04 cantos da Terra."
(PESCADOR, 2024, p. 4)
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Quando Escrever é um Ato de Coragem
A literatura sempre teve duas faces: a que entretém e a que denuncia. O senso comum tende a separá-las, como se histórias de aventura não pudessem carregar crítica social, ou como se a denúncia precisasse vir em forma de tratado acadêmico para ser levada a sério. Pedrim Pescador, na dedicatória de seu conto, anuncia desde o início que sua escrita nasce de um lugar de urgência: "por amor aos órfãos, e contra a escravidão".
O escritor franco-argelino Albert Camus, em seu discurso de aceitação do Prêmio Nobel em 1957, definiu o papel do escritor de forma inesquecível: "A arte não é para mim uma alegria solitária. É um meio de comover o maior número de homens, oferecendo-lhes uma imagem privilegiada dos sofrimentos e das alegrias comuns". Pedrim segue exatamente este princípio: sua imagem privilegiada — o conto fantástico do Bem-Te-Vi, com suas maçãs de ouro e pássaros falantes — é veículo para comover e conscientizar sobre dores muito reais: crianças órfãs, trabalho escravo, violência rural, exploração infantil.
A literatura de denúncia não é invenção moderna. Já no século XIX, escritores como Victor Hugo, em "Os Miseráveis" (1862), e Charles Dickens, em "Oliver Twist" (1838), usaram a ficção para expor as chagas sociais de seu tempo — a miséria, a exploração infantil, a injustiça do sistema penal. Hugo escreveu no prefácio de "Os Miseráveis": "Enquanto houver, pela ação das leis e dos costumes, uma condenação social criando artificialmente, em plena civilização, infernos, e complicando com uma fatalidade humana o destino que é divino... livros como este poderão ser úteis".
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O Testemunho como Matéria-Prima da Ficção
Uma das forças do conto de Pedrim é sua ancoragem no real. O autor não inventa problemas abstratos: denuncia o que existe. A violência rural que extermina a família de Jin, o sequestro de crianças para trabalho escravo, a vulnerabilidade dos órfãos — tudo isso tem correspondente direto na realidade brasileira e mundial.
O crítico literário Edward Said, em "Representações do Intelectual" (1994), argumenta que uma das funções centrais do intelectual é "dar testemunho" — falar em nome daqueles que não têm voz, registrar o que o poder quer esquecer. Pedrim exerce esta função ao colocar no centro de sua narrativa não heróis épicos ou reis poderosos, mas uma família de trabalhadores rurais destruída pela violência.
O assassinato de Jin e Ale diante dos filhos não é apenas uma cena chocante para mover a trama. É denúncia de uma realidade que, no Brasil, repete-se incontáveis vezes:
"Tiraram a vida de Jin e Ale, degolando-os e aspergindo tenebrosamente o sangue quente sobre as assustadas e assombradas crianças."
(PESCADOR, 2024, p. 14)
A Comissão Pastoral da Terra (CPT) documenta, ano após ano, conflitos no campo brasileiro que resultam em mortes, ameaças e expulsões. Em 2023, a CPT registrou mais de 1.800 conflitos no campo, envolvendo mais de 800 mil pessoas. O que a CPT registra em relatórios técnicos, Pedrim transforma em narrativa acessível, capaz de alcançar leitores que talvez nunca lessem um relatório institucional.
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A Criança como Testemunha e Vítima
Um dos aspectos mais contundentes da denúncia de Pedrim é a centralidade das crianças. Não apenas como vítimas indiretas, mas como testemunhas oculares do horror:
"totalmente traumatizados pela forma brutal e injusta com que seus amorosos pais foram assassinados, não esquecendo e mais ainda impactados pelo fato de terem sido banhados com sangue quente."
(PESCADOR, 2024, p. 16)
A psicanalista francesa Françoise Dolto, em "A Causa das Crianças" (1985), dedicou sua vida a defender que a infância é um período de formação crucial, e que a violência testemunhada nessa fase marca a psique para sempre. As crianças de Jin, banhadas no sangue dos pais, carregarão essa memória corporal por toda a vida.
O conto não oferece soluções mágicas para este trauma. Oferece, porém, um caminho: Yan transforma a dor em missão. Não esquece, não supera romanticamente, mas canaliza a memória para a ação de resgate. É uma proposta de resistência psicológica que dialoga com o que Viktor Frankl (1946) chamou de "vontade de sentido" — a capacidade humana de extrair propósito mesmo do sofrimento mais extremo.
O Brasil tem, hoje, mais de 30 mil crianças e adolescentes em serviços de acolhimento institucional, segundo dados do Conselho Nacional de Justiça. Muitas são órfãs da violência urbana, do feminicídio, do encarceramento em massa. O conto de Pedrim dá rosto a essas crianças, transformando números em pessoas.
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A Escravidão como Problema Contemporâneo
O sequestro das crianças para trabalho escravo nas minas de sal poderia ser lido como um elemento de fantasia medieval, se o autor não fizesse questão de atualizá-lo constantemente. O sal, produto banal em nossa mesa, foi durante séculos um bem estratégico que justificou guerras, exploração e escravidão.
O historiador francês Pierre Laszlo, em "A História do Sal" (2001), documenta como a produção de sal esteve associada a regimes de trabalho forçado desde a Antiguidade até o século XX. Nas minas de sal do Himalaia, no deserto do Saara, nas salinas do Nordeste brasileiro, a escravidão e o trabalho análogo à escravidão persistiram muito além da abolição formal.
A Organização Internacional do Trabalho (OIT) estima que ainda hoje existam cerca de 50 milhões de pessoas em situação de trabalho forçado no mundo. Destas, aproximadamente 12 milhões são crianças. Crianças como as do conto de Pedrim são, infelizmente, uma realidade contemporânea.
No Brasil, o Ministério Público do Trabalho (MPT) e a Comissão Pastoral da Terra (CPT) resgatam centenas de trabalhadores em condições análogas à escravidão todos os anos. Em 2023, mais de 3 mil pessoas foram resgatadas, muitas delas adolescentes. O resgate de Yan e seus irmãos é, portanto, uma alegoria do que deveria acontecer com todas as crianças escravizadas: libertação, justiça, reintegração.
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O Cooperativismo como Antídoto à Exploração
A denúncia de Pedrim não se limita a apontar o problema; ela também sugere caminhos. A história do justo rei Benjamim, contada pelo Bem-Te-Vi, é a história de um forasteiro que transforma um "povoado miserável altamente dividido numa cooperativa de exploradores de minerais e pedras preciosas".
"Com sua atitude de compartilhar com os herdeiros destas terras as riquezas que eles não sabiam desfrutar e principalmente pelo fato de acabar com o derramamento de sangue que havia entre as famílias detentoras destas terras."
(PESCADOR, 2024, p. 38-39)
O sociólogo Paul Singer, fundador da economia solidária no Brasil e secretário nacional de Economia Solidária entre 2003 e 2016, defendia que o cooperativismo é mais que um modelo econômico: é uma escola de democracia e uma prática de justiça social. Benjamim, ao ensinar os habitantes locais a explorarem juntos as riquezas da terra, está fazendo exatamente o que Singer propunha: substituir a competição predatória pela cooperação produtiva.
A família de Jin, antes da tragédia, já praticava essa lógica: trabalho coletivo, divisão de responsabilidades, arte transmitida entre gerações. O bando criminoso representa o oposto: a exploração violenta, o sequestro, a escravidão. O conto não deixa dúvidas sobre qual modelo deve ser combatido e qual deve ser promovido.
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A Mulher como Guardiã da Memória e da Denúncia
Yasmin não é uma personagem passiva. Desde criança, ela guarda a lenda do Bem-Te-Vi, usa o pingente de carpa dourada, espera o herói da profecia. Quando Yan aparece, ela não apenas o reconhece — ela age, acolhendo, apoiando, tornando-se parceira.
A teóloga feminista Ivone Gebara, em "Rompendo o Silêncio: Uma Fenomenologia Feminista do Mal" (2000), argumenta que as mulheres historicamente foram as guardiãs da memória comunitária, as que mantiveram vivas as histórias quando os registros oficiais as apagavam. Yasmin encarna essa função: enquanto as minas se exauriam e a economia mudava, ela preservou a lenda. E foi essa preservação que permitiu a Yan ser reconhecido e acolhido.
O conto de Pedrim, ao dar a Yasmin este papel, inscreve-se numa tradição de valorização da memória feminina como resistência cultural. A denúncia social, aqui, passa também pelo reconhecimento do papel das mulheres na preservação das histórias que mantêm viva a esperança.
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O Órfão como Sujeito de Sua Própria História
A literatura e o cinema estão cheios de histórias de órfãos — mas, com frequência, os órfãos são objetos de piedade, não sujeitos de ação. Yan rompe este padrão. Ele não espera ser resgatado; ele se torna o resgatador.
"Como irmão mais velho dos agora órfãos, sentiu-se na responsabilidade de assumir a liderança da família e salvar as crianças do futuro escravagista."
(PESCADOR, 2024, p. 18)
O pedagogo Paulo Freire, em "Pedagogia do Oprimido" (1968), insistia que a verdadeira libertação não pode ser dada, mas conquistada. O oprimido precisa tornar-se sujeito de sua própria história. Yan encarna perfeitamente este princípio: ele poderia esperar que alguém viesse salvá-lo. Em vez disso, salva-se e salva os irmãos.
A denúncia social de Pedrim, portanto, não é uma denúncia que paralisa. É uma denúncia que convoca à ação. Yan não é vítima passiva; é protagonista. E cada leitor órfão, cada leitor em situação de vulnerabilidade, pode ver em Yan a possibilidade de também tornar-se protagonista.
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A Geografia como Denúncia Silenciosa
Os lugares do conto não são aleatórios. Jadar, Niree, as minas de sal nas montanhas — cada um representa um estágio diferente da exploração e da resistência.
O geógrafo brasileiro Milton Santos, em "O Espaço do Cidadão" (1987) e "Por uma Outra Globalização" (2000), argumentava que o espaço geográfico não é neutro: ele reflete e reproduz as desigualdades sociais. As regiões isoladas, como a fazenda de Jin, são mais vulneráveis à violência porque o Estado não chega lá. As cidades ribeirinhas, como Niree, têm mais chances de prosperidade porque o comércio flui. As montanhas inóspitas, onde ficam as minas, são o lugar ideal para esconder a exploração.
A denúncia de Pedrim é também geográfica: ela mostra como a localização determina o destino, e como a justiça precisa chegar a todos os lugares, não apenas aos centros. O fato de Jin morar no "final de uma estrada deserta" não é detalhe pitoresco — é fator de vulnerabilidade.
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O Final que não é Fim: Ganjah e a Continuidade da Luta
O conto poderia terminar com Yan e Yasmin felizes para sempre. Mas Pedrim acrescenta um epílogo: Ganjah, a menina africana, chega com doze maçãs de ouro. O ciclo recomeça.
"Ganjah contou para Yan e Yasmin a sua história, de onde veio, o problema que estava enfrentando: um desastre ambiental de proporções gigantescas."
(PESCADOR, 2024, p. 82)
A luta contra a escravidão, contra a exploração infantil, contra a violência rural, contra a destruição ambiental — todas essas lutas estão conectadas. Ganjah não vem com um problema novo; vem com a mesma luta, em nova roupagem. O desastre ambiental na África é o análogo contemporâneo das minas de sal que destruíram a infância das crianças.
A denúncia de Pedrim, portanto, não se esgota na última página. Ela aponta para fora do livro, para o mundo real, para as Ganjahs que existem hoje, para os desastres ambientais que acontecem agora, para as crianças escravizadas que ainda esperam resgate.
O escritor uruguaio Eduardo Galeano, em "O Livro dos Abraços" (1989), escreveu: "A utopia está lá no horizonte. Me aproximo dois passos, ela se afasta dois passos. Caminho dez passos e o horizonte corre dez passos. Por mais que eu caminhe, jamais alcançarei. Para que serve a utopia? Serve para isso: para que eu não deixe de caminhar". Ganjah é a prova de que a caminhada continua.
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A Literatura como Instrumento de Transformação Social
O crítico literário Antonio Candido, em "O Direito à Literatura" (1988) e "Literatura e Sociedade" (1965), argumentou que a literatura não é um luxo, mas uma necessidade universal — tão fundamental quanto o pão e a moradia. E mais: a literatura pode ser um instrumento de transformação social, ao dar voz aos que não têm voz e ao tornar sensíveis dores que a estatística torna abstratas.
Candido escreveu: "A literatura confirma e nega, propõe e denuncia, apoia e combate, fornecendo a possibilidade de vivermos dialeticamente os problemas". É exatamente o que o conto de Pedrim faz: confirma a dor dos órfãos, nega a naturalidade da violência, propõe caminhos de resistência, denuncia a exploração.
O crítico norte-americano George Steiner, em "Linguagem e Silêncio" (1967), alertou para o perigo de uma cultura que lê, mas não age. A literatura que não convoca à ação é, para Steiner, cúmplice do silêncio. Pedrim parece ter internalizado esta lição: seu conto não é apenas para ser lido, mas para ser levado aos quatro cantos da Terra. A literatura, aqui, é missão.
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O Escritor como Testemunha de Seu Tempo
O poeta e ensaísta mexicano Octavio Paz, Prêmio Nobel de Literatura em 1990, escreveu em "O Arco e a Lira" (1956) que o poeta é a "consciência de seu tempo". A frase aplica-se também ao prosador. Pedrim, ao escrever sobre órfãos e escravidão, exerce a função de consciência crítica de seu tempo.
Mas há um elemento adicional em sua escrita que a torna particularmente poderosa: a experiência pessoal. O autor revela, nas páginas finais, que escreveu o conto em um período de sofrimento com saúde mental, após deixar o trabalho como analista de marketing digital. A escrita, para ele, não foi apenas exercício literário, mas terapia, catarse, sobrevivência.
"Devido ao estresse como Analista de Marketing Digital eu sofri de Problemas de Saúde Mental como crises de Ansiedade e Depressão e decidi parar de trabalhar por um tempo e me recriar como Profissional."
(PESCADOR, 2024, p. 83)
Esta revelação não é apenas biográfica; é parte da denúncia. O autor denuncia também o sistema que adoece, que esgota, que transforma seres humanos em peças de uma máquina de produção. A literatura, para ele, foi o caminho de volta à humanidade.
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A Denúncia que não Envelhece
O conto de Pedrim dialoga com uma tradição longa de literatura de denúncia que não envelhece porque os problemas que denuncia também não envelhecem — apenas se transformam.
· Charles Dickens denunciou a exploração infantil nas fábricas inglesas do século XIX. Hoje, o trabalho infantil persiste em novas formas.
· Lima Barreto denunciou o racismo e a exclusão social no Brasil do início do século XX. Hoje, o racismo persiste.
· Carolina Maria de Jesus denunciou a fome e a miséria na favela nos anos 1950. Hoje, a fome voltou ao mapa do Brasil.
· Pedrim Pescador denuncia a violência rural, o sequestro de crianças, a escravidão contemporânea. Amanhã, infelizmente, sua denúncia ainda será necessária.
A literatura de denúncia não tem a pretensão de resolver os problemas que aponta. Tem a pretensão, mais modesta e mais urgente, de não deixar que sejam esquecidos. Enquanto houver alguém lendo "O Bem-Te-Vi do Paraíso", haverá alguém lembrando que existem crianças como Yan, irmãos como Lee, Jade, Levi, Hill, Anny e Lun, esperando resgate.
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O Que Fica
A arte de escrever para denunciar problemas sociais não é fácil. Exige equilíbrio: a denúncia não pode sufocar a arte, e a arte não pode amenizar a denúncia. Pedrim encontra este equilíbrio ao criar personagens que amamos, uma trama que nos prende, e, dentro dela, as feridas do mundo real.
Yan não é apenas um herói de conto de fadas; é uma criança que poderia estar em qualquer periferia brasileira. Jin não é apenas um pai bondoso; é um trabalhador rural que poderia estar em qualquer conflito de terra. O bando de Dal-Vidar não é apenas um grupo de vilões genéricos; é a face da violência organizada que expulsa, sequestra e mata.
Ao ler o conto, o leitor não escapa da realidade — aprende a vê-la com outros olhos. E talvez, como Yan, sinta-se convocado a agir.
O crítico alemão Walter Benjamin, em seu ensaio "O Narrador" (1936), lamentava o desaparecimento da figura do narrador tradicional, aquele que transmitia experiência e sabedoria. Pedrim, ao seu modo, resgata esta figura. Ele não é apenas um escritor; é um narrador — alguém que viveu, sofreu, aprendeu, e agora transmite.
E o que transmite, no final das contas, é esperança. Não uma esperança ingênua, de que tudo vai se resolver magicamente. Mas uma esperança ativa, militante, que sabe que o resgate exige jornada, que a libertação exige luta, que a justiça exige perseverança.
"Muito se falou do bendito Bem-Te-Vi do Paraíso, mas ele só foi abençoado por conta do Espírito de Jeová Deus que habitava na espada do justo rei."
(PESCADOR, 2024, p. 82)
A espada virou pássaro. O pássaro deu frutos. Os frutos libertaram crianças. E a história continua sendo contada.
Enquanto houver quem conte, há esperança.
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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BENJAMIN, Walter. "O Narrador: Considerações sobre a Obra de Nikolai Leskov". In: Obras Escolhidas I. São Paulo: Brasiliense, 1936.
CAMUS, Albert. Discurso de Estocolmo. Paris: Gallimard, 1957.
CANDIDO, Antonio. "O Direito à Literatura". In: Vários Escritos. São Paulo: Duas Cidades, 1988.
CANDIDO, Antonio. Literatura e Sociedade. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1965.
COMISSÃO PASTORAL DA TERRA (CPT). Conflitos no Campo Brasil 2023. Goiânia: CPT, 2024.
CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA (CNJ). Cadastro Nacional de Crianças Acolhidas. Brasília: CNJ, 2023.
DICKENS, Charles. Oliver Twist. Londres: Bentley's Miscellany, 1838.
DOLTO, Françoise. A Causa das Crianças. Lisboa: Pergaminho, 1985.
FRANKL, Viktor. Em Busca de Sentido: Um Psicólogo no Campo de Concentração. Petrópolis: Vozes, 1946.
FREIRE, Paulo. Pedagogia do Oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1968.
GALEANO, Eduardo. O Livro dos Abraços. Porto Alegre: L&PM, 1989.
GEBARA, Ivone. Rompendo o Silêncio: Uma Fenomenologia Feminista do Mal. Petrópolis: Vozes, 2000.
HUGO, Victor. Os Miseráveis. Paris: Pagnerre, 1862.
LASZLO, Pierre. A História do Sal. Rio de Janeiro: Zahar, 2001.
ORGANIZAÇÃO INTERNACIONAL DO TRABALHO (OIT). Estimativas Globais sobre Trabalho Forçado. Genebra: OIT, 2022.
PAZ, Octavio. O Arco e a Lira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1956.
PESCADOR, Pedrim. O Bem-Te-Vi do Paraíso e o Resgate dos Irmãos de Yan. Vila Velha/ES: Edição do Autor, 2024.
SAID, Edward. Representações do Intelectual. São Paulo: Companhia das Letras, 1994.
SANTOS, Milton. O Espaço do Cidadão. São Paulo: Nobel, 1987.
SANTOS, Milton. Por uma Outra Globalização. Rio de Janeiro: Record, 2000.
SINGER, Paul. Introdução à Economia Solidária. São Paulo: Fundação Perseu Abramo, 2002.
STEINER, George. Linguagem e Silêncio. São Paulo: Companhia das Letras, 1967.
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CRÉDITOS DE CO-AUTORIA
Texto: produzido por Pedrim Pescador em parceria com DeepSeek (IA)
Natureza da co-autoria:
· Desenvolvimento conceitual e direcionamento temático: Pedrim Pescador
· Pesquisa, estruturação e redação: assistência de DeepSeek (IA)
· Revisão e validação final: Pedrim Pescador
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CRÉDITOS AUTORAIS
Pedro Henrique Serrano Léllis
LÉLLIS, PHS.
Pseudônimo: Pedrim Pescador
Contatos:
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📱 WhatsApp: +55 (27) 99834-4078
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📍 Vila Velha/ES - Brasil
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