#EIA_MORADORES_RUA - A Causa dos Órfãos em Evidência: Pessoas em Situação de Rua, Usuários de Drogas e a Vulnerabilidade Social que o Conto Nos Convida a Enxergar
#EIA_MORADORES_RUA - A Causa dos Órfãos em Evidência: Pessoas em Situação de Rua, Usuários de Drogas e a Vulnerabilidade Social que o Conto Nos Convida a Enxergar
"Como irmão mais velho dos agora órfãos, sentiu-se na responsabilidade de assumir a liderança da família e salvar as crianças do futuro escravagista."
(PESCADOR, 2024, p. 18)
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Quando a Rua se Torna o Único Lar
O conto de Pedrim Pescador começa com uma família estruturada: Jin, Ale, seus sete filhos, uma casa construída com as próprias mãos, uma vida de trabalho digno. Em poucas páginas, tudo isso é destruído. As crianças tornam-se órfãs, sequestradas, ensacoladas, transportadas como mercadoria. Yan, o mais velho, precisa se tornar herói porque não há ninguém para resgatá-lo.
Esta passagem da segurança ao desamparo é vivida diariamente por milhares de brasileiros. Não por um evento trágico único, mas por um acúmulo de faltas: falta de moradia, falta de trabalho, falta de saúde, falta de políticas públicas que amparem antes que a rua se torne a única opção.
O Brasil chegou a 2026 com uma marca alarmante: 365.822 pessoas em situação de rua, segundo dados do Observatório Brasileiro de Políticas Públicas com a População em Situação de Rua da Universidade Federal de Minas Gerais (OBPopRua/UFMG) . Um crescimento de 88% entre 2020 e 2026 . O que era uma população de pouco mais de 22 mil pessoas em 2013 transformou-se numa multidão que poderia encher estádios .
O professor André Luiz Freitas Dias, coordenador do Observatório, é categórico: "O número de pessoas em situação de rua cresce no país mais uma vez e isso não é uma fatalidade, mas o resultado de escolhas políticas" .
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Quem São os Invisíveis
O perfil dessa população revela as cicatrizes históricas do país. Cerca de 69% das pessoas em situação de rua são negras — entre pretos e pardos . A maioria absoluta são homens, entre 84% e 87%, em idade produtiva, de 18 a 59 anos . São pessoas que poderiam estar trabalhando, constituindo família, vivendo com dignidade. Estão nas ruas.
A região Sudeste concentra 61% do total, com 222.311 pessoas . O estado de São Paulo lidera o ranking, com mais de 150 mil pessoas em situação de rua — cerca de 45% de toda a população de rua do país . Só na capital paulista, estima-se que mais de 105 mil pessoas vivam nas ruas .
O geógrafo Milton Santos, em "O Espaço do Cidadão" (1987), já alertava que o espaço urbano brasileiro é produzido para excluir. As cidades são desenhadas para circular mercadorias, não para acolher pessoas. O crescimento da população em situação de rua nas metrópoles mais ricas do país não é paradoxo: é a face mais visível de um modelo de desenvolvimento que produz riqueza para poucos e miséria para muitos.
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As Múltiplas Portas de Entrada para a Rua
O que leva uma pessoa à situação de rua? O governo brasileiro, ao levar o debate à ONU em fevereiro de 2026, reconheceu que o fenômeno é "multidimensional e resultado de desigualdades históricas" . Os pesquisadores da UFMG apontam quatro fatores principais :
Primeiro, a ausência ou insuficiência de políticas públicas estruturantes — moradia, trabalho, educação — voltadas para essa população. O modelo tradicional de abrigos temporários, por mais bem-intencionado que seja, não resolve o problema se não houver uma "porta de saída" real .
Segundo, a precarização das condições de vida, agravada pela pandemia de Covid-19. Famílias que viviam no fio da navalha perderam o equilíbrio e caíram.
Terceiro, as emergências climáticas e deslocamentos forçados na América Latina. Enchentes, secas, desastres ambientais empurram populações inteiras para as cidades, onde muitas vezes encontram apenas a rua como morada.
Quarto, o fortalecimento do Cadastro Único como instrumento de registro. Paradoxalmente, parte do aumento pode ser explicada porque o Estado passou a enxergar melhor quem antes era invisível. Mas enxergar não é resolver.
A esses fatores, Robson César Correia de Mendonça, do Movimento Estadual da População em Situação de Rua de São Paulo, acrescenta o avanço tecnológico: "As pessoas não passam por uma reciclagem para se aperfeiçoarem na questão do trabalho" . O mercado de trabalho exclui quem não acompanha suas transformações, e a rua é o destino dos excluídos.
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Dependência Química: Doença, Não Crime
Entre a população em situação de rua, o uso de substâncias psicoativas é frequente. Estudo publicado na Revista Recien (2021) destaca que as pessoas que vivem nas ruas estão "suscetíveis a vários fatores que podem comprometer a sua saúde física e mental", e que os profissionais que atuam nos Consultórios na Rua precisam estar preparados para atender "essa demanda e toda a sua singularidade" .
O Ministério da Saúde instituiu os Consultórios na Rua como porta de entrada para essa população no sistema de saúde. São equipes multiprofissionais que buscam ativamente quem vive nas ruas, oferecendo cuidado sem julgamento. O objetivo é reduzir danos, estabelecer vínculo, abrir caminho para que a pessoa possa, se e quando quiser, buscar tratamento.
A cidade de São Paulo criou, em parceria com o governo estadual, a Linha de Cuidados Integral a Adultos com Necessidades Relacionadas ao Uso de Crack, Álcool e outras Drogas. Desde sua implantação, foram realizados 37,9 mil atendimentos e 32,9 mil encaminhamentos para hospitais especializados e comunidades terapêuticas . A oferta de leitos para desintoxicação foi ampliada de 140 para 728 leitos exclusivos para pessoas com dependência química oriundas da Cena Aberta de Uso .
Mas o cuidado em saúde não pode ser confundido com criminalização. O enfrentamento ao tráfico é necessário, mas o usuário precisa ser tratado como doente, não como criminoso. A fronteira é tênue e frequentemente violada.
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A Cracolândia e a Ilusão da Dispersão
A Cracolândia paulistana tornou-se símbolo nacional da intersecção entre população de rua, dependência química e falência de políticas públicas. Em maio de 2025, o governo estadual e a prefeitura anunciaram o fim do fluxo concentrado na região da Luz .
Os números oficiais são expressivos: mais de 21,6 mil pessoas presas desde 2023, 13,4 toneladas de drogas apreendidas, 682 armas retiradas de circulação, queda de 39,6% nos roubos e furtos na região . Na ponta do cuidado, a criação de 56 Casas Terapêuticas e 11 Espaços Prevenir .
Mas o que aconteceu com os usuários? Um dependente químico que viveu 17 anos nas ruas e conseguiu tratamento contou à Agência SP: "Quando cheguei para ser acolhido, eu só tinha a roupa do corpo. Mesmo assim, fui recebido com amor, com paciência e com regras que me ajudaram a reconstruir minha vida" .
No entanto, relatos de organizações como o Craco Resiste pintam um quadro diferente. Comerciantes ouvidos pelo G1 afirmaram que policiais militares passaram a usar gás de pimenta e cassetetes para dispersar usuários, com agressões intensificadas . A ONG denunciou que "guardas passaram a bater mais no rosto e na cabeça das pessoas, para além das outras agressões já cotidianas na região" .
O resultado foi a dispersão. Usuários se deslocaram para a Praça Marechal Deodoro, para o Glicério, para bairros da Zona Leste . A Cracolândia deixou de ser um local para se tornar um arquipélago. O prefeito Ricardo Nunes reconheceu: "não está resolvido, não vamos ter essa ilusão" .
A historiadora e antropóloga Taniele Rui, estudiosa do tema, alerta que a dispersão forçada apenas desloca o problema, não o resolve. Os vínculos construídos com equipes de saúde, assistentes sociais e outros usuários são rompidos. A violência estatal substitui o cuidado. A rua continua sendo rua.
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O Que o Governo Federal Tem Feito
Em fevereiro de 2026, o Brasil levou ao Conselho de Direitos Humanos da ONU um debate inédito sobre os direitos da população em situação de rua . A secretária-executiva do Ministério dos Direitos Humanos, Janine Mello, afirmou: "A população em situação de rua não é invisível para o Brasil. Ela importa, conta e orienta a ação do nosso Estado" .
O país apresentou seus avanços: a Política Nacional para a População em Situação de Rua, vigente desde 2009; o Plano Nacional Ruas Visíveis, lançado em 2023 com a mobilização de 11 ministérios; a implementação do Cidadania Pop Rua; a priorização dessa população no programa Minha Casa, Minha Vida; experiências inspiradas no modelo Housing First (Moradia Primeiro) .
Especialistas defendem que o modelo "Moradia Primeiro" é mais eficaz que o tradicional sistema de abrigos temporários. Garantir uma habitação fixa é o primeiro passo para que a pessoa recupere sua cidadania . O modelo já foi testado com sucesso em Curitiba e em cidades de outros países.
O Brasil também anunciou a apresentação de um Projeto de Resolução sobre os Direitos Humanos das Pessoas em Situação de Rua no Conselho de Direitos Humanos . A ideia é mobilizar a comunidade internacional para enfrentar um problema que, segundo a ONU, afeta 318 milhões de pessoas no mundo .
Joana D'Arc Basílio da Cruz, presidenta do Comitê Intersetorial de Acompanhamento e Monitoramento da Política Nacional para a População em Situação de Rua e pessoa com trajetória de rua, sintetizou: "A política pública para a população em situação de rua deve ser construída com a participação direta de quem vive essa realidade. Só nós podemos falar sobre isso com legitimidade" .
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O Estigma e a Desumanização
A secretária Janine Mello alertou no discurso na ONU: "O discurso de ódio e a desinformação, sobretudo no ambiente digital, têm sido utilizados como estratégias de desumanização de grupos vulneráveis e têm gerado graves violações de direitos humanos" .
A população em situação de rua é alvo constante dessa desumanização. São tratados como "vagabundos", "perigosos", "invisíveis". Raramente como cidadãos, como pessoas com histórias, como alguém que poderia ser nosso parente, nosso amigo, nós mesmos em circunstâncias adversas.
Robson Mendonça, do Movimento da População em Situação de Rua, defende: "É preciso tratar de uma maneira para que não se veja a população de rua como um ser de outro planeta, mas como um cidadão desempregado, que precisa de uma chance para reingressar ao mercado de trabalho" .
O problema, segundo ele, não está na população de rua, mas "no governo que não encara a temática da população em situação de rua como tem que ser encarada, com seriedade, com dignidade e respeito" .
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O Conto Como Espelho
Yan, após perder os pais, poderia ter se tornado apenas mais um órfão anônimo. Poderia ter sido engolido pela rua, pelo tráfico, pela exploração. Mas ele encontrou um anjo, um pássaro falante, um ourives generoso, uma comunidade disposta a acreditar nele.
A vida real não oferece anjos de cabelos púrpura. Oferece, no máximo, equipes de Consultório na Rua, agentes de assistência social sobrecarregados, programas de acolhimento com vagas insuficientes. Para a maioria que cai na rua, o resgate não vem.
O que o conto de Pedrim nos convida a enxergar é que, atrás dos números — 365 mil, 69%, 150 mil —, existem pessoas com histórias. Pessoas que, como Yan, poderiam ter sido heróis se tivessem tido chance. Pessoas que, como os irmãos de Yan, poderiam ter sido resgatadas se houvesse quem as resgatasse.
A causa dos órfãos, no conto, é a causa de todos os vulneráveis. Das crianças que perdem os pais para a violência, dos adultos que perdem o trabalho para a tecnologia, dos doentes que perdem a saúde para a falta de acesso, dos dependentes químicos que perdem a dignidade para a ausência de cuidado.
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O Que Pode Ser Feito
O Movimento Nacional da População em Situação de Rua (MNPR) aponta caminhos :
· Produção de dados desagregados, que permitam conhecer com precisão quem são e onde estão essas pessoas
· Integração de indicadores explícitos sobre a população em situação de rua no monitoramento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS)
· Ampliação de sistemas universais de proteção social
· Participação direta das pessoas com trajetória de rua na formulação e avaliação de políticas públicas
O governo paulista, por sua vez, aposta na integração entre segurança, saúde e desenvolvimento social . A fórmula inclui repressão ao tráfico, ampliação de leitos para desintoxicação, criação de casas terapêuticas e, no campo habitacional, programas como o reassentamento das famílias da Favela do Moinho, que era um dos principais eixos de sustentação do tráfico na Cracolândia .
Mas a receita não é simples. A história das tentativas de resolver a Cracolândia em São Paulo é uma história de fracassos. Em 2012, a Operação Centro Legal dispersou usuários para diversos bairros, criando "minicracolândias". Em 2022, nova dispersão. Em 2025, nova tentativa . O ciclo se repete porque o problema é tratado como caso de polícia, não como questão de saúde pública e direitos humanos.
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A Dignidade como Ponto de Partida
Ao final do conto, Yan não apenas resgata os irmãos. Ele constrói uma joalheria, constitui família, mantém viva a memória de quem o ajudou. A prosperidade que alcança não é individualista — é compartilhada com os escravos libertos, com os cavaleiros que arriscaram a vida, com a comunidade que o acolheu.
A população em situação de rua também precisa de algo além do acolhimento emergencial. Precisa de dignidade. Precisa de moradia fixa, trabalho, acesso à saúde, reinserção social. Precisa ser tratada como cidadã, não como problema.
O modelo Housing First, defendido por especialistas, parte deste princípio: primeiro, garante-se a moradia. Depois, trabalham-se as demais questões. É o oposto do modelo tradicional, que exige que a pessoa esteja "pronta" para merecer uma casa.
O depoimento do usuário que conseguiu tratamento em São Paulo é exemplar: "Hoje eu tenho a minha casa, conquistei minha autonomia, tudo através do meu processo e foco e do acolhimento adequado" . Ele só tinha "a roupa do corpo" quando chegou. Foi acolhido "com amor, com paciência e com regras". Reconstruiu a vida.
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O Que Fica
A causa dos órfãos, no conto de Pedrim, expande-se para abarcar todos os que a rua engoliu. As crianças que perderam os pais, os adultos que perderam o chão, os dependentes químicos que perderam a esperança.
O Brasil tem 365 mil pessoas em situação de rua . O mundo tem 318 milhões . Números que anestesiam. Por trás deles, há histórias. Histórias de pessoas que, como Yan, poderiam ter sido heróis. Que, como os irmãos de Yan, poderiam ter sido resgatados. Que, como os escravos libertos no conto, poderiam ter encontrado a liberdade.
O conto termina com Ganjah, a menina africana, chegando com doze maçãs de ouro. A luta contra a vulnerabilidade não termina — apenas se desloca, se renova, se expande. Assim também a luta por dignidade para a população em situação de rua não pode terminar enquanto houver uma só pessoa dormindo ao relento, uma só pessoa sendo tratada como invisível, uma só pessoa sendo desumanizada pelo discurso de ódio.
Yan nos ensina que a responsabilidade pelos mais vulneráveis não é opcional. É o que define quem somos. Como escreveu o autor na epígrafe de seu conto, ecoando Tiago 1:27: "A Verdadeira Religião é fazer Justiça à Causa dos Órfãos e das Viúvas".
Que saibamos estender essa justiça a todos os que vivem nas ruas.
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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria de consolidação n° 5, de 28 de setembro de 2017. Dispõe sobre a política nacional de atenção básica, incluindo os Consultórios na Rua.
BRASIL. Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania. Brasil leva à ONU debate inédito sobre direitos da população em situação de rua na 61ª sessão do Conselho de Direitos Humanos. Brasília: MDHC, 23 fev. 2026.
CRUZ, Elaine Patricia. Estudo aponta mais 365 mil pessoas em situação de rua no Brasil. Agência Brasil, 14 jan. 2026.
G1 SP. Usuários da Cracolândia se dividem em grupos e buscam novos pontos para se fixar, como a Praça Marechal Deodoro, no Centro de SP. G1, 14 maio 2025.
GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO. Centro de São Paulo completa oito meses sem a Cracolândia: veja como ação integrada desmontou tráfico e levou dignidade à região. Agência SP, 2026.
ICL NOTÍCIAS. Em iniciativa inédita, Brasil quer mobilização internacional para lidar com moradores de rua. ICL Notícias, 21 fev. 2026.
OBSERVATÓRIO BRASILEIRO DE POLÍTICAS PÚBLICAS COM A POPULAÇÃO EM SITUAÇÃO DE RUA (OBPopRua/UFMG). Dados consolidados da população em situação de rua no Brasil. Belo Horizonte: UFMG, 2026.
PESCADOR, Pedrim. O Bem-Te-Vi do Paraíso e o Resgate dos Irmãos de Yan. Vila Velha/ES: Edição do Autor, 2024.
REDE PT. Brasil chega a 365 mil pessoas em situação de rua em 2026. Rede PT, 2026.
SANTOS, Milton. O Espaço do Cidadão. São Paulo: Nobel, 1987.
VENTURI, Viviane; MAIA, Luiz Faustino dos Santos; SANCHES, Ana Maria; VASCONCELLOS, Cidia. Dependência química: saúde mental das pessoas em situação de rua. Revista Recien, v. 11, n. 33, p. 327-332, 2021.
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CRÉDITOS DE CO-AUTORIA
Texto: produzido por Pedrim Pescador em parceria com DeepSeek (IA)
Natureza da co-autoria:
· Desenvolvimento conceitual e direcionamento temático: Pedrim Pescador
· Pesquisa, estruturação e redação: assistência de DeepSeek (IA)
· Revisão e validação final: Pedrim Pescador
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CRÉDITOS AUTORAIS
Pedro Henrique Serrano Léllis
LÉLLIS, PHS.
Pseudônimo: Pedrim Pescador
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